Seridó Potiguar: Desertificação

Desertificação

Mapa da desertificação da região do Seridó (Clique para ampliar)

De acordo com dados divulgados pela Convenção das Nações Unidas para Combate à Desertificação (UNCCD) mostram que o Rio Grande do Norte possui uma das principais áreas de desertificação do Brasil.

O processo de desertificação atinge toda região do Seridó, e estão divididas em 3 categorias de intensidade.
Moderada: abrange 4 municípios.
Bodó, Cerro Corá, Lagoa Nova e Santana do Matos.

Grave: abrange 1 município.
Jucurutu.

Gravíssimo: abrange 20 municípios.
Acari, Caicó, Carnaúba dos Dantas, Cruzeta, Currais Novos, Equador, Florânia, Ipueira, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, Ouro Branco, Parelhas, Santana do Seridó, São Fernando, São João do Sabugi, São José do Seridó, São Vicente, Serra Negra do Norte, Tenente Laurentino Cruz e Timbaúba dos Batistas.

O processo de degradação ambiental verificado atualmente seria fruto da histórica ocupação com as atividades agropecuárias, acentuada, posteriormente, pela atividade mineira associada ao clima semiárido. Porém, os efeitos mais graves vieram surgir com o advento da atividade ceramista, grande consumidora de matéria-prima vegetal (lenha) como fonte de energia.

A demanda de lenha aumentou o desmatamento que, associado às condições climáticas, litológicas, geomorfológicas e outras atividades humanas, deixou expostos os solos rasos do sertão do Seridó, sem nenhuma proteção. Essa exposição propiciou a perda de solos pelos agentes erosivos, contribuindo para uma intensificação do processo de desertificação na região.

Os dados são do Ministério do Meio Ambiente (MMA), que considera quatro núcleos de desertificação mais evidentes, que estão situados nos Estados do Rio Grande do Norte (Seridó), Ceará (Irauçuba), Piauí (Gilbués) e Pernambuco (Cabrobó).

Segundo estudo de Carvalho (2000), a ação combinada desse fatores naturais e antrópicos resultam em prejuízos de ordem:

Ambiental: Erosão e salinização dos solos, perda de biodiversidade, diminuição da disponibilidade e da qualidade dos recursos hídricos.

Social: Desestruturação familiar pela necessidade de emigrar para centros urbanos devido à perda da capacidade produtiva da terra.

Econômica: Queda na produtividade e produção agrícola, redução da renda e do consumo da população, além da perda da capacidade produtiva da sociedade, o que repercute diretamente na arrecadação de impostos e na circulação de renda.

As marcas mais intensas da degradação estão nos municípios de Parelhas, Cruzeta, Equador, Carnaúba dos Dantas, Currais Novos e Acari.

Mapa: OpenBrasil.org/IBGE

Foto: A/D - Arquivo OpenBrasil.org
Seridó Potiguar - OpenBrasil.org
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